Eu nunca quis um amor perfeito mesmo. Desde que eu aprendi que amores perfeitos só acontecem na vida das menininhas perfeitas, lindas e educadas pra serem uma princesa, descobri que o prínicipe encantado não estava mais nos meus planos. Tudo bem, eu nunca quis um homem que abrisse a porta do carro, puxasse a cadeira pra mim, pagasse todas as minhas contas e me cobrasse o tempo todo uma postura em cima do salto. Eu sei passar sem isso, sou uma menina criada pra saber se virar sozinha.
O problema é que, às vezes, eu não quero.
Eu nunca quis um amor escancarado, rasgado, entregue com milhões de pétalas de rosa na porta da minha casa; porque, pra ser sincera, nunca gostei muito dessa exposição pro mundo. Quando a gente sente, não se tem necessidade de exibir pros outros. A gente sente e demonstra, e é o sorriso do outro que nos basta. Eu nunca quis novelinha, cavalo branco ou duelo de espadas na minha vida, porque eu também não sou uma princesa. Eu falo palavrão, penso besteira e me irrito às vezes. Eu quero um homem de verdade, e aceito de bom grado os defeitos dele, se as qualidades valerem a pena.
O que eu quero mesmo, é um amor intenso.
Tem que ser intenso, disso eu não abro mão. Tem que ser vivo, vermelho-sangue, tem que ter aquele brilho nos olhos, o coração acelerado, aquele vazio abissal no peito quando a gente briga e o outro vai embora, aquele calor eterno quando estamos envoltos num abraço. Eu preciso de sentimentos, e quero eles inteiros. Sem meio-termo, sem ficar com um pé atrás. Eu quero alguem que se doe pra mim, que se machuque quando a gente discutir e se alegre quando a gente estiver junto. Eu quero esforço, surpresas e clichês baratos românticos - porque afinal, só os melhores romances se tornam clichês.
Eu preciso dessa intensidade. Eu quero sentir, e quero alguém que sinta tanto quanto eu. Não preciso de um amor perfeito, de um homem que se encaixe num molde, de beleza, braços fortes ou dinheiro. Isso é complemento, sério. Pra ser amor e me fazer amar, só são necessárias três coisas: ser bom, sincero e intenso.
Wednesday, December 21, 2011
Saturday, December 10, 2011
sobre uma antiga estrela
Foi um dia, uma estrela
Dessas enormes, que chegam a ofuscar
Mas em algum momento, no meio do caminho
Descobriu a menina que não sabia mais brilhar.
(Sabe-se lá se brilhar é coisa que se aprende,
se não é coisa que vem da gente
e na verdade só se precisa exercitar).
Mas o fato era o fato:
O tempo passou
O poço secou
A estrela apagou.
A moça cresceu
O poço cedeu
A estrela morreu.
E a moça pôs-se a chorar.
Dessas enormes, que chegam a ofuscar
Mas em algum momento, no meio do caminho
Descobriu a menina que não sabia mais brilhar.
(Sabe-se lá se brilhar é coisa que se aprende,
se não é coisa que vem da gente
e na verdade só se precisa exercitar).
Mas o fato era o fato:
O tempo passou
O poço secou
A estrela apagou.
A moça cresceu
O poço cedeu
A estrela morreu.
E a moça pôs-se a chorar.
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pseudo-poesia
uma lufada breve
Escrever é vida
E eu escrevo aqui pra dar mais um pouco de fôlego a essa vida.
(Dessa vez é um fôlego vital, como há muito eu não tinha. Escrever pra mim, pra me saciar, pra aquietar os meus demônios e não pra impressionar, pra ter valor, pra conquistar.)
E eu escrevo aqui pra dar mais um pouco de fôlego a essa vida.
(Dessa vez é um fôlego vital, como há muito eu não tinha. Escrever pra mim, pra me saciar, pra aquietar os meus demônios e não pra impressionar, pra ter valor, pra conquistar.)
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desabafos incoerentes,
oneshot
Friday, November 4, 2011
sou foda versão psicanalítica
Sou Freud
Sua infância eu esculacho
Mexo com o recalcado
Sua relação com o falo
Eu te analiso
Transtorno obsessivo
Tem também o pervertido
Psicose é um perigo
É pertubador
Um caso interessante
Tem um trauma gigante
Histeria abundante
Mas não se esqueça
O tabu é profundo
O Complexo de Édipo
Acontece em todo mundo
É de enlouquecer
É de enlouquecer
O medo de ser castrado
É preciso resolver
Sou Freud!
Sua infância eu esculacho
Mexo com o recalcado
Sua relação com o falo
Eu te analiso
Transtorno obsessivo
Tem também o pervertido
Psicose é um perigo
É pertubador
Um caso interessante
Tem um trauma gigante
Histeria abundante
Mas não se esqueça
O tabu é profundo
O Complexo de Édipo
Acontece em todo mundo
É de enlouquecer
É de enlouquecer
O medo de ser castrado
É preciso resolver
Sou Freud!
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tentativa de comédia
Wednesday, October 12, 2011
dear Josh,
Você tirou de mim sem pensar
Meu momento mais precioso
E me causou essa dor lancinante
Aniquilou, pra sempre, em mim
Minha inocência tão típica
E o meu sorriso incessante
Ao se atirar nos braços dela
Você atirou também num penhasco
O que restou de mim, a carcaça vazia
Um frágil pedido de desculpa
Jamais será o suficiente
Pra me tornar menos fria.
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Catherine M.,
pseudo-poesia
Thursday, October 6, 2011
sobre noites não dormidas.
Você levou embora num rompante a minha inocência transbordante de menina de quinze anos
E deixou o resto pra trás, apenas uma carcaça vazia.
Um pedido de desculpa não seria suficiente pra me fazer menos fria...
Pedes desculpa pelo quê? Uma frase dita pra te proteger de mim e de você.
Sem pensar nas consequências, você repintou a história.
E sem escapatória, aqui estamos nós.
Encarando a sua culpa, sua vergonha e sua fraqueza.
Enquanto eu me encontro ferida e tesa, transbordando choro e dor.
Tambem oro desesperadamente, pra escapar dessa tristeza.
Você negou o meu amor declarado em versos pelo calor que ela te deu.
E eu só consigo me lembrar do que você me prometeu
Naquele cenário idílico que eu preservei pra sempre.
Mente que me ama, mente que isso não aconteceu.
Mente que eu sou toda sua e mente mais ainda, diz que você é todo meu.
Eu só queria poder acreditar...
E deixou o resto pra trás, apenas uma carcaça vazia.
Um pedido de desculpa não seria suficiente pra me fazer menos fria...
Pedes desculpa pelo quê? Uma frase dita pra te proteger de mim e de você.
Sem pensar nas consequências, você repintou a história.
E sem escapatória, aqui estamos nós.
Encarando a sua culpa, sua vergonha e sua fraqueza.
Enquanto eu me encontro ferida e tesa, transbordando choro e dor.
Tambem oro desesperadamente, pra escapar dessa tristeza.
Você negou o meu amor declarado em versos pelo calor que ela te deu.
E eu só consigo me lembrar do que você me prometeu
Naquele cenário idílico que eu preservei pra sempre.
Mente que me ama, mente que isso não aconteceu.
Mente que eu sou toda sua e mente mais ainda, diz que você é todo meu.
Eu só queria poder acreditar...
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pseudo-poesia,
rated-D,
textos avulsos
critiquem esse post, mas me dêem argumentos.
Ouvi a minha vida toda que criticar é muito fácil (eu sou uma pessoa que reclama demais). E é, de fato. Mas criticar com fundamentos, tentando mudar ou melhorar uma situação é uma coisa para poucos.
Me dei conta disso hoje, depois de ouvir alguns argumentos. Criticar construtivamente é uma coisa rara. Rara e incrível. Porque, como estamos cansados de saber, o mundo não é feito de sistemas e verdades absolutas; só estamos rodeados por leis temporárias, que se modificam e se moldam com a influência do homem, da época, da cultura, do clima, e de diversas outras necessidades. E quando chega a hora de mudar, a crítica "construtiva"; no sentido de que constrói mesmo, age sobre o que é velho, considera as partes válidas, modifica as inválidas e constrói um novo conjunto de idéias; é fundamental. That's it.
Mas eu me dei conta de quantas pessoas tem passado os dias num movimento "crítico" que não cria nada de novo. É a reprodução das críticas. O uso dos mesmos argumentos de séculos atrás (que sim, um dia foram geniais), hoje se tornam totalmente obsoletos, tendo em vista o quanto a sociedade, o clima, a cultura, o homem, as necessidades, mudaram. A revolução do século anterior não deve ser aplicada aqui e agora. O tempo é outro, e a eficiência com certeza não será a mesma.
E pra quem busca criticar essa crítica, que a revolução legitimou e fez com que a sociedade toda se transformasse, eu só queria dar parabéns. Por enxergarem além, e não fazerem parte do grupo de pessoas que não aceita "a crítica da crítica". A simples discordância de um ponto teórico da mesma faz com que você seja visto como um reacionário filhinho de papai, um capitalista de merda, fura-greves ou o escambau. Mas não. Não, pequenos discípulos de Marx. Saibam que a vossa bíblia anda ultrapassada, e quem critica os pontos do vosso papa não é um "capitalista de merda". Pode até ser. Mas o diabo não é tão feio quanto o pintam, e ele vem exatamente para reformular o crítico, modificar e transformar os pontos dele pra vida de hoje.
As coisas mudam muito, crianças. E vocês sabem disso. Mudem o discurso ideológico-comunista-pra-lá-de-manjado vocês também.
Me dei conta disso hoje, depois de ouvir alguns argumentos. Criticar construtivamente é uma coisa rara. Rara e incrível. Porque, como estamos cansados de saber, o mundo não é feito de sistemas e verdades absolutas; só estamos rodeados por leis temporárias, que se modificam e se moldam com a influência do homem, da época, da cultura, do clima, e de diversas outras necessidades. E quando chega a hora de mudar, a crítica "construtiva"; no sentido de que constrói mesmo, age sobre o que é velho, considera as partes válidas, modifica as inválidas e constrói um novo conjunto de idéias; é fundamental. That's it.
Mas eu me dei conta de quantas pessoas tem passado os dias num movimento "crítico" que não cria nada de novo. É a reprodução das críticas. O uso dos mesmos argumentos de séculos atrás (que sim, um dia foram geniais), hoje se tornam totalmente obsoletos, tendo em vista o quanto a sociedade, o clima, a cultura, o homem, as necessidades, mudaram. A revolução do século anterior não deve ser aplicada aqui e agora. O tempo é outro, e a eficiência com certeza não será a mesma.
E pra quem busca criticar essa crítica, que a revolução legitimou e fez com que a sociedade toda se transformasse, eu só queria dar parabéns. Por enxergarem além, e não fazerem parte do grupo de pessoas que não aceita "a crítica da crítica". A simples discordância de um ponto teórico da mesma faz com que você seja visto como um reacionário filhinho de papai, um capitalista de merda, fura-greves ou o escambau. Mas não. Não, pequenos discípulos de Marx. Saibam que a vossa bíblia anda ultrapassada, e quem critica os pontos do vosso papa não é um "capitalista de merda". Pode até ser. Mas o diabo não é tão feio quanto o pintam, e ele vem exatamente para reformular o crítico, modificar e transformar os pontos dele pra vida de hoje.
As coisas mudam muito, crianças. E vocês sabem disso. Mudem o discurso ideológico-comunista-pra-lá-de-manjado vocês também.
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